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terça-feira, 17 de julho de 2018

Epica: A importância dos opostos

By Marcus Benevides16:00:00


Existem momentos na vida que nos deparamos com coisas que, muita das vezes, devido a nossa ignorância, jamais conseguiríamos imaginar ou conceber o que nos é apresentado ou mostrado. Um conjunto de conceito e estética que julgamos impossível de ser aplicado e é sintetizado em algo funcional, que trabalha em perfeita harmonia. Um acontecimento desses normalmente é bem mind blowing e nossas vidas passam a ser definidas claramente em um antes e depois. 

Se você é fã de Metal e não cresceu com uma definição muito clara do que realmente é esse tipo de música, provável que boa parte do que aprendeu foi uma descoberta quase que chocante. A primeira banda que ouviu, vertentes que nos identificamos mais, a variedade de sons encontrados em uma música, etc. Trazendo para nossa realidade abrasileirada, a menos que você tenha sido criado nesse universo, poucos conseguem te explicar como um gênero de música pode ser tão rico e mal visto pela maioria das pessoas. Cria-se uma mística, rótulos – "rock do capeta"; “é só gritaria!“; “não dá pra entender o que tão cantando” -, pra alguns um objeto feio, extremamente perigoso e que deveria ser proibido.

Como muitos, cresci com essa visão de que era “o que jamais deveria ser escutado, pois nada fazia sentido”. E, apesar de já estar tendo contato com algumas bandas, por volta dos meus quatorze anos esse ainda era um pensamento que permeava pela minha cabeça. Pra ser mais exato, o do “gritaria sem sentido". Esse é um dos clichês mais clássicos que existem pra quem escuta música pesada and also as EXTREMAMENTE pesadas. O instrumento que as pessoas prestam mais atenção é sim a voz e por isso isso é o que mais possuem dificuldade de compreender, especialmente a questão estética de determinadas técnicas.

Não necessariamente de efeito imediato, mas há bandas que se tornam responsáveis por quebrar certas místicas e rótulos. A grande responsável por me fazer entender como era possível gostar de vocais tão "feios” e “endemoniados” foi o Epica. Não só isso, como mostrar também que é possível entrelaçar gêneros que aparentavam ser completamente antagônicos para um jovem adolescente.

Ouvir Cry For The Moon pela primeira vez foi tão mind blowing que sequer consegui aceitar que era possível haver Death Metal e música clássica tocando simultaneamente. Mas como se sabe, o cérebro gosta de coisas que já são familiares e quanto mais se escuta um som, mais ele tende a se acostumar com aquilo e menos estranho irá soar. E aí entra o papel da beleza da música clássica e a suavidade da voz de Simone Simons. O grande pulo do gato que me fez insistir em escutá-los, era justamente a parte da qual estava habituado e que já conhecia anteriormente. Ouvindo apenas essas partes, o gutural de Mark Jansen passou a ser cada vez mais comum.

Tamanho contraste entre o que sempre julguei como vocais bonitos e feios até então e com o passar do tempo, isso me levou a sons que achava impossível um dia escutar, como Deathcore e Black Metal. Foi primeiro ter visto extremos opostos atuando em uma dinâmica e nuances quase que em perfeição para entender como gostar de música pesada. Foi a suavidade da beleza que me fez amar a brutalidade!





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